terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Encerramento

Depois de tanta história, tantos quilômetros percorridos, foram mais ou menos 5.300 no total, encerro aqui o diário de viagem.
Uma viagem de carro pra lugares tão distantes assim é cansativa, um pouco desconfortável, perigosa, mas é uma experiência única, vale muito à pena viajar desta forma. Já estou planejando a próxima, acho que vai ser pro Sul.
Ficar em contato com a natureza por tanto tempo como fiquei é muito bom. Ver o Sol nascer e se pôr na estrada, observá-lo indo embora em praias maravilhosas, os desenhos formados pelas nuvens combinados com os raios do astro-rei, são obras de arte naturais que nem percebemos em nosso corre-corre diário.
É muito enriquecedor observar as formações rochosas, que em certos momentos parecem que foram especialmente esculpidas pros viajantes se sentirem maravilhados e não perderem a vontade de repetir viagens deste tipo.
Na cidade grande não sentimos o cheiro exalado pelas árvores, ou se sentimos, nem damos o devido valor. Como foi gostoso passar por uma plantação de eucalipto, confesso que fiquei arrepiado ao sentir aquele cheiro totalmente natural.
Mas é claro que nem tudo foi lindo e maravilhoso. Ocorreram momentos de tensão, de medo, de revolta com nossos governantes, mas tudo contribui pro nosso enriquecimento como pessoa.
Há motoristas que pensam que estão em uma guerra e que devem passar por cima dos outros pra vencê-la. Por outro lado, há os que ajudam, são solidários (esses são até maioria). Há aqueles que, não sei por qual motivo, ainda têm carteira de habilitação, é tanta besteira que fazem que não dá pra acreditar.
A BR 101 é federal, certo? Por que não tem um padrão de qualidade? Alguns trechos possuem sinalização em excesso, o asfalto é perfeito, melhor que o de muitas estradas privatizadas. Em outros, as placas estão escondidas no meio do mato, a quantidade de buracos é absurda, exige muita habilidade do condutor pra não ficar no meio da estrada com o carro quebrado.
E a pobreza? É chato ver pessoas cercando os carros na passagem por quebra-molas pra vender frutas e artesanatos. Crianças andando no meio dos carros pedindo dinheiro pra comer.
É revoltante. Pra onde vão os impostos que pago?
Saindo da estrada e entrando nas cidades, continuam os conflitos de beleza e pobreza.
Salvador é uma cidade com muitos atrativos, mas gostaria de saber qual turista de carro consegue não se perder lá. As placas são confusas, o trânsito é horrível.
Deve-se tomar muito cuidado aqui com a malandragem, há muitos espertinhos espalhados pela cidade prontos pra dar o bote.
A orla de Atalaia, em Aracaju, é algo de primeiríssimo mundo, tem atrações pra todo gosto. Parque, feirinha, kartódromo, oceanário, e muito mais. Não sei como é o resto da cidade, mas a parte que observei é muito bem cuidada. Outra coisa que me chamou a atenção aqui foi a ausência de pedintes, não fui abordado uma só vez.
Maceió tem um mar belíssimo, a mistura de verde e azul são um show da natureza. A conservação da cidade também é um ponto positivo. A todo instante vemos o pessoal da limpeza trabalhando, conservando os gramados, realmente a cidade é muito bem tratada.
Bom, depois do contato feito com tanta gente (boa e ruim), com a natureza em várias de suas expressões, com culturas bem diferentes da que estou acostumado, sinto que fiz um grande negócio viajando dessa forma.
Recomendo a todos que tenham uma experiência como esta.
Espero poder realizar muitas viagens assim, que motivem a criação de muitos outros blogs.
É isso aí, espero que tenha gostado das histórias aqui contadas.
Abraço e até a próxima!

Cachoeiro de Itapemirim - Niterói

Passamos dois dias na casa de minha tia, foi muito bom rever parte da família que está longe. Pena que não ficamos muito presentes, passamos grande parte do tempo dormindo. Desculpa, tia! Mas vamos voltar lá em breve a passeio, não a descanso.
Ah, teve um fato curioso. Descobri que na casa da minha tia ainda é Natal.
Saímos às 12h do dia 26/01 e fizemos uma viagem muito tranquila, chegamos a Niterói pouco antes da 17h. Já fomos recebidos pela chuva que não para neste lugar.

Salvador - Cachoeiro de Itapemirim

Saímos de Salvador às 8h do dia 24/01 projetando uma chegada por volta das 23h, ou seja, 15h de viagem como nosso roteirizador via fácil informou. Que engano! Chegamos ás 3h do dia seguinte. Quanta bravura! 19h de estrada...
Logo que saímos de Salvador e conseguimos pegar a estrada certa (nem precisava falar, mas nos perdemos mais uma vez, agora a meta a ser alcançada era a BR 324) paramos pra tomar café em um lugar limpo, pelo menos parecia.
Em seguida pegamos a BR 101 e foi só seguir adiante.
Paramos pra almoçar, depois pra comprar farinha no meio da estrada e tudo seguia muito bem.
Ao anoitecer, começou a chover, mas era muita chuva (daí eu ter dito que a despedida do nordeste não teria sido tão boa).
Renata ficou desesperada. Tive que manter a calma pra conseguir dirigir naquelas péssimas condições. Baixa visibilidade, pista sem sinalização, inúmeros buracos para desviar, tinha momentos que parecia um filme de terror. Mas nem tinha como parar, os locais de parada eram bem sinistros. Seguimos viagem e exatamente quando cruzamos a fronteira BA/ES a chuva parou. Foi muito engraçado, pois foi no momento exato em que passamos pela placa.
A partir daí a estrada ficou melhor. O que estava ruim era meu joelho, mas nem disse nada pra Renata não ficar mais nervosa.
Quando passamos por Cariacica, parei pra abastecer. Crente que faltavam apenas 30 Km pro fim da viagem, vi num mapa do posto que eram mais 130Km. Pra piorar a situação, peguei uma saída errada e entrei numa estrada que nos levaria a Belo Horizonte. Achei meio estranho começarmos a subir em zigue-zague (típico de serra) e a contagem dos Km começar novamente, mas o cérebro nessa hora estava totalmente voltado a ficar na pista e evitar o pior. Quando começou o nevoeiro nesta tal serra, por volta do Km 42 (olha como demorei a ver a merda que estava fazendo!!!), dei meia-volta e peguei novamente a estrada correta.
Depois de um tempinho estávamos na casa da titia. Finalmente um porto seguro!

Maceió - Salvador (início do retorno)

Saímos de Maceió às 14h de 23/01 rumo a Salvador. Desta vez me preparei mais do que nunca pra guerra contra o sono, comprei vários rebites e pirulitos pra continuar acordado, ainda teria muita estrada pela frente.
A estrada estava bem tranquila e o Sol indo embora foi um espetáculo à parte. O céu estava especialmente lindo naquele dia, acho que foi o nordeste se despedindo de nós em alto estilo (se bem que a despedida mesmo não deixou um pingo de saudade, depois explico, mas achei que um toque de romantismo nesta frase não faria mal. Ficou legal, não é?).
Chegamos a Salvador e, pra variar, ficamos perdidos novamente. Depois que nos achamos, fomos direto pro hotel que ficamos na primeira passagem e tentamos sem sucesso passar a noite lá, não havia vaga.
Saímos em busca de hotel/motel e nada. Não achamos motel e nos hotéis não havia quarto disponível. Depois de muito rodar e se perder em Salvador, chegamos ao hotel Millenium em Amaralina. Fiquei dentro do carro e Renata foi ver se tinha vaga. Prontamente o recepcionista disse que tinha. Alguma coisa de estranho havia aí. O preço do pernoite era R$ 60,00 com café da manhã, mais estranho ainda. O atendente ofereceu a chave pra Renata olhar o quarto, estranhíssimo!
Depois de alguns minutos, Renata retornou e disse que era simples mas que pra dormir e seguir viagem estava bom. Subimos e vi que era bem simples, aliás, muito simples. O quarto até passava, mas o banheiro, vixe! A caixa de descarga era daquelas de cordinha. Quem teve coragem de meter a mão naquela cordinha? A mangueira de escoar a água eliminada pelo condicionador de ar fazia um caminho pela parede e desembocava no box, que tinha o piso manchado, parecendo ser de sujeira. Havia sabonetes usados no banheiro, mas tinha embalados também.
Como estávamos cansados e enojados, dormimos sem tomar banho. Fui tomando coragem até o dia seguinte pra encarar o grande desafio de me banhar naquele local sinistro. Mas como preciso de banho pra acordar, não teve jeito, tomei banho naquele box horrível que foi formando aquela piscininha de água suja, nojento! Tomei banho nas pontas do pés.
Pegamos nossas coisas e fomos pro carro. A recepcionista perguntou se não tomaríamos café. Se o banheiro do quarto era daquele jeito, imagino a cozinha. Renata respondeu que estávamos com muita pressa pois o relógio despertou atrasado e saímos.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Maceió

Cheguei e fui direto pro hotel que "havia reservado". Pois é, deu algum erro na reserva e esta foi feita de 18 a 22/01. Como só cheguei aqui em 20/01, perdi o valor da primeira diária da reserva incorreta. O recepcionista do hotel disse que só teria quarto disponível até 22/01. Diante disso, utilizei a internet do hotel pra buscar um outro com disponibilidade pro período de 20 a 24/01. Fiz a reserva do outro hotel na frente do atendente e parti pra cá.
Ao chegar, carreguei as malas pro quarto e saí pra fazer algo muito incomum, lavar o carro. Saímos a pé pra dar uma volta pela belíssima orla de Pajuçara e comemos macaxeira com carne de sol, depois voltamos pro hotel.
Hoje pela manhã fiz um passeio de jangada até umas tais de piscinas naturais. Como a maré estava cheia, as piscinas não apareceram, era só mar mesmo.
Após o passeio, almoçamos um "Sururu" muito bom e fomos pegar o resultado. Aí você se pergunta: resultado de quê?

Eis a explicação: PAI POR UM DIA

Ontem, Renata começou a reclamar que estava estranhando um certo atraso. Fomos até uma farmácia e compramos um teste de gravidez. Como é mais preciso com a primeira urina, esperamos até a manhã de hoje pra ver o que daria. Renata saiu do banheiro dizendo que só havia um traço rosa. Quando olhei, vi dois traços. Aí, na dúvida, telefonamos pra alguns laboratórios e vimos que havia um aqui na rua perto do hotel. Tomamos café e fomo fazer o exame. Fomos informados que o resultado sairia às 16h.
Fizemos o acima relatado e, por volta das 15:10h, fomos pro laboratório. Demos uma de migué e pedimos pra adiantar nosso resultado. Acabou que só saiu às 16h mesmo. Resultado: NEGATIVO (é engraçado, mas vem em caixa alta bem grande mesmo no exame).
Já estava me acostumando com a idéia, preparando-me pra paternidade. Passei o dia reparando mais nas crianças, nas grávidas, fiquei até alisando/conversando com a barriga da Renata, e nada. Bom, já deu pra ver que a sensação é boa. Mas quando isso acontecer realmente, será motivo pra mais um blog. Aguarde...
Após deixar de ser pai sem nunca ter sido, fomos comprar artesanatos, renda filé. Mulher tem cada uma. É tanto paninho disso e daquilo, haja paciência!
Depois das compras, fui participar do sorteio da loteria da Caixa, o caminhão da sorte está aqui em Maceió. Participei mesmo, sorteei a quarta dezena da Lotomania. Foi muito engraçado.
Depois de todas as formalidades, o sorteio começou. O primeiro número foi sorteado pelo prefeito de Maceió. Antes de apertar o botão que aciona a liberação das bolinhas, a menina que fica no meio do povo perguntou o que ele faria se ganhasse o prêmio. Ele respondeu que ficaria com 50% e os outros 50% daria pra quem precisa (que lindo discurso!).
O segundo a sortear foi um presidente de alguma coisa que não lembro. Respondeu a mesma pergunta com outro discurso bem bonito, disse que daria parte pro prefeito utilizar na cidade, até parece.
O terceiro foi um senhor do público que só teve o nome e o local de onde era perguntados.
O quarto foi o gaiato aqui. A menina perguntou meu nome e de onde eu era, respondi. Logo depois me perguntou o que eu faria com o dinheiro se ganhasse o prêmio. Respondi de pronto: Ficaria com tudo pra mim, não gosto de demagogia! Pronto, recebi risos e até aplausos, foi muito engraçado. E o número que sorteei foi o 8.
Em seguida, voltamos pro hotel, tomamos um banho, saímos pra comer e agora aqui estou escrevendo os acontecimentos do dia.
No dia 22 fomos à Praia do Francês, muito se fala sobre ela, que é maravilhosa, que tem muitas coisas, só marketing...
A praia é comum, não tem nada de tão especial comparada com outras que fomos. A água é bem clarinha e só. Mas é sempre bom conhecer o que é muito falado pelos outros pra ter opinião prórpia. A minha é: praia bem comum, se achar outra coisa pra fazer, dê preferência a esta coisa.
Depois do "maravilhoso" passeio pela Praia do Francês, fomos conhecer as praias de Ponta Verde e Jatiúca e demos uma passada no shopping Iguatemi de Maceió para almoçar.
À noite fomos ao quiosque Lampião (é um quiosque que pensa que é casa de show - dá pra ver que em Maceió, quem faz marketing bem feito se dá bem). É um lugar que tem show de forró. Alguns cantores e dançarinos se apresentam e tem espaço para os visitantes dançarem também. A comida é servida em pequenas porções, nada tão generoso como a que servem nos restaurantes normalmente.
O engraçado é que este quiosque cobra couvert artístico pra quem o adentra. Só que quem está na calçada, ao redor do quiosque, assiste e ouve tudo o que acontece do lado de dentro. O grande destaque do quisosque é o atendimento feito pelo Alex, realmente muito bom.
Na sexta-feira fomos nos despedir da cidade tirando as últimas fotos e comprando uma caixinha maldita que tira a paciência do povo para abri-la. Em seguida, partimos pra Salvador, foi o começo do retorno pra casa.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Aracaju - Maceió


Saímos por volta das 12h de Aracaju. Pegamos a estrada correta e demoramos umas 5 horas pra chegar aqui.
A viagem foi bem calma, sem problemas. Este trecho foi o pior que pegamos, muito feio. Mas o asfalto até que não está tão ruim, aliás, está melhorando porque estão recapeando a estrada. Olha, fiquei surpreso com a qualidade das estradas do Nordeste, anda-se bem nelas. Não têm a quantidade de buracos que imaginei. Só alguns trechos que possuem uns buracos, mas todos bem visíveis e "desviáveis".
A primeira impressão da cidade foi boa, parece bem organizada e tranquila, vamos ver...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Aracaju















Chegamos a Aracaju pela noite do dia 16 e não saímos do hotel pois teríamos que sair às 6:30h da madrugada pra passear pelo Xingó.
No dia seguinte fizemos o passeio pelo rio São Francisco, que nos levou ao Cânion do Xingó. Foi bem bonito, mas esperava mais. Valeu pelo mergulho no rio, em um local com 15m de profundidade, água muito boa.
À noite demos só uma caminhada pela orla. Que orla! Acho que a mais bonita e mais estruturada que já vi. Tem vários restaurantes e atrações (parque, centro infantil, feira de artesanato...).
Ontem fomos ao Mangue Seco, isso mesmo, onde foram gravadas cenas da novela "Tieta". Pra chegar ao local, tivemos que atravessar um rio de balsa, pegar uma lancha e depois um bugre. O local é muito lindo. Passeamos de bugre pelas dunas e depois ficamos numa praia sensacional. A água morninha com um vento gostoso. Que maravilha!
Na volta rolou um pequeno stress na fila pra pegar a balsa de volta. O motorista de nossa van passou dois carros que ficaram parados quando o trânsito deu uma andada. Pronto, o machão de um dos carros desceu e veio educadamente falar com o nosso motorista, mas educadamente mesmo, deu até "boa tarde". Dialogaram por uns segundos e o machão foi engrossando, mas dentro de um tom controlado, porém irônico. Por fim chamou nosso motorista de palhaço. Aí a mulher do motorista começou a falar, a do machão também, nós dentro da van ficamos sem saber o que fazer, uma beleza. Mas logo o motorista da van fechou a janela e o clima esfriou.
Saímos pra jantar e entrei no restaurante República dos Camarões (aqui na orla). Entrei, sentei, olhei o cardápio, enrolei o pano da mesa, que fora utilizada e ainda não tinham feito a limpeza, olhei pros garçons na esperança de um vir me atender. Um veio falar comigo, perguntou se já havia sido atendido. Disse que não e pedi pra tirar o pano da mesa (já havia adiantado o trabalho dele...). O que ele fez? Foi pro lado de fora do restaurante e não me atendeu.
Não sei o motivo pelo qual não me atenderam. Passaram-se mais de dez minutos e nada, não sabia mais o que fazer pra chamar a atenção. Decidi sair e ir pra outro restaurante, como disse, há várias opções.
Ao chegar no outro restaurante, sem querer desenvolvi um método pra ser muito bem atendido. Quando o garçon veio falar comigo, pedi as bebidas. Quando ele as trouxe, falei pra ele que fiquei um tempão no outro restaurante e fui ignorado e que ele me trouxe as bebidas muito rápido. em seguida emendei: "Como pode uma pessoa ficar mais de dez minutos em um restaurante e nenhum garçon vir atender? Onde já se viu? Garçon tem que ser igual a você, prestar um bom atendimento, ser rápido. Deve se preocupar em atender bem, não é?"
Foi o bastante, o garçon foi super atencioso comigo. Bom, pode ter sido coincidência, ele pode normalmente atender bem mesmo, mas vou usar isso daqui pra frente. Sempre que chegar a um restaurante vou falar mal de outro pro garçon querer mostrar um bom serviço.
Hoje fizemos um city tour. Fomos aos principais pontos dentro da cidade, que não são muitos.
Em busca da catedral da cidade, paramos ao lado de um táxi e perguntamos ao motorista como deveríamos fazer pra chegar na tal igreja. O motorista nos disse para segui-lo. Pensei que ele encostaria o carro pra não atrapalhar o trânsito e nos daria as dicas. Mas não, ele me fez segui-lo até a igreja mesmo, parando inclusive após um cruzamento em que ele conseguiu passar e eu fiquei preso pelo fluxo. Quando chegamos à igreja ele seguiu seu caminho. Não sei se o caminho dele era aquele mesmo (e ele estava com uma passageira), mas ele me deixou em frente À igreja. Que motorista bonzinho!
Após o reconhecimento da cidade fomos almoçar.
Como a pobreza é muita, comecei uma caça à maquininha de recarga do cartão refeição. Fui a um shopping, andei pelas duas praças de alimentação e nada. Perguntei ao segurança e ele disse que não tinha ali, mas no outro shopping poderia ter. Fui ao outro shopping e nada novamente. Almocei no dinheiro mesmo, foi o jeito.
Voltando pro hotel, demos um passeio pela orla e visitamos um centro do projeto TAMAR. Chegamos bem na melhor hora, o momento de alimentação dos bichos.
Bom, amanhã partiremos pra Maceió. Aguarde mais notícias...

Salvador - Aracaju

Saímos de Salvador por volta das 14h de 16/01. Conseguimos pegar a estrada certa (que surpresa!), mas passei reto na saída pra rodovia que nos levaria a Aracaju, placa mal localizada. Nem me estressei, foi só mais uma ocorrência deste tipo, passei quatro dias me perdendo em Salvador... uma a mais não faz mal.
A partir do momento em que entrei na via correta, foi bem tranquilo.
Momento bom foi quando paramos, ainda em território bahiano, no "Pastel Gigante" pra comer. O pastel era realmente gigante, tão gigante quanto a quantidade de moscas do local. Acho que nunca comi tão inquieto. Tinha que comer me movendo pra espantar as moscas e tomando cuidado pra não engolir uma. Mas, pelo menos, o pastel era bom, matou a fome...
Engraçado foi quando, passeando por Aracaju, deparei-me com uma placa indicando a localização de um lugar chamado "Mosqueiro". Deve ser esse lugar onde comi o pastel, vai saber.
Outro fato curioso foi minha primeira parada pela polícia rodoviária. Depois de 2.308 Km rodados, a polícia rodoviária estadual (já em Sergipe) me parou. Fiquei até emocionado.
Depois disso, seguimos viagem e chegamos à gostosa cidade de Aracaju em torno de 19h.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Salvador


Que surpresa tive ao chegar a Salvador. As pessoas com quem conversei que já passaram por aqui me disseram que a cidade era feia, suja, nada de bom...
Ao entrar, reparei que o asfalto das ruas era muito bom. Não há sujeira pelas ruas. As pessoas são atenciosas, até em excesso. É muito engraçado, quando pedimos uma simples informação, demoramos um tempão ouvindo várias vezes a mesma explicação...
Mas o trânsito é uma porcaria, toda hora engarrafa. A cidade tem poucas placas de sinalização, é muito fácil se perder aqui.
Bom, no primeiro dia de passeio fui ao forte de São Marcelo, nada de mais, só tem uma vista boa da cidade alta e da Baía de Todos os Santos.
Em seguida subi pra cidade alta pelo elevador Lacerda e andei pelo Pelourinho. O povo de lá é bem chato, fica o tempo todo oferecendo coisas, seguindo pela rua, pedindo dinheiro, é a pobreza, fazer o quê? Mas no geral são legais.
No segundo, dei uma passeada pelas praias. A melhor foi a de Piatã, que cheguei sem querer achando que fosse a de Itapuã (Sabe a falta de placas claras no trânsito? Pois é.). Água muito boa, a salinidade é baixinha.
Em seguida, continuei à procura de Itapuã. Cheguei em outra praia, que esqueci o nome. Dei meia-volta e consegui achar Itapuã, nada de mais, aliás, nem tomei banho nela, cheia de pedras...
Saí de lá e fui pra que tem o melhor nome: Flamengo. Parei e tomei banho também. Mas aqui também tinha pedras e a água puxava bastante.
Mais tarde, fui ao hotel tomar um banho pra tirar o sal do corpo e parti rumo ao Dique de Tororó, um local onde tem várias imagens de orixás. Lugar bem legal, comi uma pizza no restaurante que teve eleita a melhor pizza de Salvador pela Veja, Cheiro de Pizza. Realmente a pizza é ótima. Ali fica o estádio do Bahia, a Fonte Nova. Não entrei, só tirei umas fotos pelo lado de fora e fui pra praia da Barra pra ver o pôr do Sol, programa recomendado pelos soteropolitanos. É muito lindo mesmo, uma experiência muito boa, daquelas que nos fazem reparar que a natureza é perfeita, capaz de, num momento tão simples, causar uma emoção tão grande.
Visitei o farol da Barra e um morro com uma imagem de Cristo (depois lembro o nome, acho que é Morro de Cristo). De lá voltei pro hotel e dei uma descansada.
Mais tarde fui ao Rio Vermelho, bairro que lembra um pouquinho, mas só um pouquinho, a Lapa.
Hoje foi um dia um pouquinho puxado. Acordei cedo e fui seguir a procissão pra lavagem das escadas da Igreja do Senhor do Bonfim. É o maior carnaval.
Foram 8 km de caminhada da Igreja de Conceição da Praia até a do Bonfim. Havia vários grupinhos (pareciam pequenos blocos de carnaval) animando o povo pelo caminho.
Chegando na Igreja, a maior muvuca, o maior calor, um monte de vagabundos roubando as pessoas. Visão do inferno. Mas quem tá na chuva é pra se molhar (quer dizer, quem tá no Sol é pra se queimar, que Sol era aquele?).
A volta foi a pior parte, a cidade que já tem o trânsito ruim, com várias ruas fechadas, ficou ainda pior. Voltei uma parte a pé, mas depois não aguentamos e pegamos um táxi até um local mais ou menos 1 Km distante de onde deixei o carro, rua bloqueada! Ou seja, mais uma caminhada sob aquele Sol monstruoso de hoje.
Quando consegui chegar ao carro, queimei meus dedos no volante, isso mesmo, estão com bolhas. Saí do lugar na maior dificuldade e depois de dar a volta pela cidade inteira, ficar perdido um tempão, cheguei à piscina do hotel, estava precisando muito entrar nela...
Amanhã vamos zarpar pra Aracaju. Mais notícias em breve...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Porto Seguro - Salvador


Saímos às 10:50 do hotel e seguimos pra Salvador.
Por volta de 13:20, vi que o combustível estava um pouco baixo, mas não aparecia posto pra abastecer. Quando entrou na reserva, entei num posto que não estava funcionando pois estava em reforma. Mais adiante, com a reserva já piscando, entrei em outro posto. HAHAHA também em reforma.
Como não tinha esperança de encontrar posto próximo, perguntei a um grupo que estava sentado a distância até um posto mais perto. Responderam uns 14 Km. Fiz uma cara de preocupado e um dos carinhas disse que o dono da lanchonete tinha gasolina estocada e poderia me arrumar alguma coisa. Comprei dois litros de gasolina "totalmente confiável" por R$ 6,00. Não sei se era somente gasolina ou alguma mistura de solventes, mas o carro andou até o posto mais próximo. Paguei R$ 1,74 por litro de álcool. Logo depois, como não precisava mais de posto, começou a aparecer um monte de posto com álcool por até R$ 1,59. Puxa, fiquei muito feliz com a escolha do posto.
Paramos pra fazer um lanche num lugar com um astral muito bom, parecia que eu estava cercado de gnomos. Era no meio do mato, acho que se chamava Natureza Viva. O atendimento também foi muito bom.
Houve dois sustos nesse trecho. Primeiro um carinha por volta das 17:30h veio ultrapassando com uma kombi, viu que eu não daria espaço e insistiu. Tive que sair pro acostamento. Depois, às 19:00h vi um farol alto vindo em minha direção, não entendi nada. Quando foi ficando mais perto, fui jogar pro acostamento e o cara foi também. Como sou piloto, percebi que era uma pessoa saindo de propósito da pista e contornei a situação.
Como nossas estradas são bem sinalizadas, mais à frente peguei um caminho errado, que sairia em Aracaju. Parei pra tomar uma Coca e um cafezinho pra não deixar o sono bater e me informei do caminho certo.
Segui mais ou menos as instruções dadas e, meio que por sorte, consegui pegar a BR 324, que leva a Salvador. Estrada horrorosa, sem sinalização, nem pintura no asfalto tem direito.
Mas consegui chegar e me perder em Salvador. Depois de ligar pro hotel e pedir instruções a um taxista, chegamos ao hotel por volta das 21:00h.

Porto Seguro


Como chegamos muito cansados, pedimos uma moqueca de peixe no hotel mesmo. Dormimos um pouco e por volta de 19:00h fomos pra piscina dar uma relaxada. Ficamos um pouquinho lá e depois fomos dar uma voltinha na Passarela do Álcool.
Comemos um risoto de camarão muito bom. Nem deu pra tomar um "capeta", estava lotado.
Hoje, tomamos café da manhã e partimos pra Salvador às 11:50h (no nosso relógio pois aqui não tem horário de verão).

Niterói - Porto Seguro


Saímos de Niterói às 23:00h de sábado rumo a Porto Seguro. Saí com a sensação de "o que eu estou fazendo?". Estava muito nervoso, com bastante medo do que iria encontrar pela frente. Mas logo que olhei pro céu, comecei a deixar os pensamentos ruins de lado, vi uma Lua como há muito tempo não via. Parecia que ela estava ali justamente pra me acompanhar durante a parte noturna da viagem. Tinha momentos em que a estrada ficava tão iluminada que, com um pouquinho de exagero, poderia achar que estava dia claro.
Com um certo nervosismo, logo no começo, peguei uma saída errada da BR 101, dei uma voltinha em Itaboraí, que lugar feio, mas foi rapidinho, logo percebi que não poderia ser por ali.
Por volta de 3:00h de domingo (11/01), paramos em um posto pra ir ao banheiro e tentar abastecer e comer alguma coisa. Já estávamos no ES. Como o Posto era medonho, foi só uma paradinha de banheiro. Logo à frente vimos um posto melhorzinho e abastecemos. O tiozinho que atendeu foi muito simpático, quase lavou o carro todo pra mim (é vergonhoso, mas ele está sempre sujo). Não rolou lanche aqui, a lanchonete estava fechada.
Mais adiante havia uma lanchonete aberta, porém os salgados pareciam estar ali há tanto tempo que pedimos misto quente. Mas ficamos muito surpresos ao aprender que 10/01 é o dia do misto, todos comem misto quente nesta data (pelo menos foi o que o cara da lanchonete disse: "Tem mais não. Rapaz, hoje foi o dia do misto!").
Seguimos em busca de comida e às 4:10h conseguimos lanchar. Mais uma descoberta, o cafezinho não é cobrado na estrada.
A estrada estava muito boa, sem contratempos.
Às 8:00h fiz um lanche pra dar uma despertada, o sono começou a bater. Como a patroa não se agradou com o que viu, deixou pra lanchar às 9:15h, quando parei pra abastecer novamente. Mais um cafezinho grátis.
Logo que saímos do posto, fomos parados por uns palhaços na Polícia Rodoviária Federal (não, não acho os policiais uns palhaços, havia palhaços mesmo no posto da PRF). Eles distribuíram pirulitos e me ensinaram mais uma coisa, os faróis deveriam estar ligados. Sabia disso não.
Às 10:00h, faltando uns 100 Km para chegar, o céu desabou. Era muita chuva.
Às 13:00h chegamos ao hotel. Finalmente!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Abertura

Neste espaço serão contadas as experiências vividas na viagem, feita de carro, rumo ao nordeste por mim e minha amada Renata.
Espero que aconteçam muitas coisas boas e nada de ruim, é claro.
Nos próximos dias tentarei alimentar este blog com tudo, quer dizer, quase tudo, que acontecer. Acontecerão coisas que não vou poder contar aqui, não é?